perto dela não sentia fome
não sentia o frio dos pingos.
mas era despedir-me
para sentir estômago roncar
e o peito arrepiar.
perto dela eu só tremia
suava, corava, gemia.
sem conseguir disfarçar sorriso
e desviando o olhar.
e o ônibus desliza pela noite carioca
humaitá
revelando o primeiro beijo noir.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
perto dela não sentia fome
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
pra nunca mais
como uma rápida facada
na cabeça
assim ela descrevia a dor
instantes-segundos de tortura
eu sem poder
olhos d'água
mãos tentando cobrir
o choque injusto
minhas mãos atadas sobre o colo
no banco de trás
quantas vezes voltaria
o pavor ao crânio dela?
cruel roleta-russa
dardo fantasma a atacar
queria ser escudo
como proteger
e evitar?
a flecha não avisava chegada
tomando banho
dormindo
no cinema
no gozo
lavando louça
no banco do ônibus cruzando o flamengo
quisera segurar-lhe a cabeça
com ela
apertar o corpo junto
ostra
abraçar
beijar-lhe toda depois
concha
carinhar
mas as mãos sobre o colo no banco de trás.
na cabeça
assim ela descrevia a dor
instantes-segundos de tortura
eu sem poder
olhos d'água
mãos tentando cobrir
o choque injusto
minhas mãos atadas sobre o colo
no banco de trás
quantas vezes voltaria
o pavor ao crânio dela?
cruel roleta-russa
dardo fantasma a atacar
queria ser escudo
como proteger
e evitar?
a flecha não avisava chegada
tomando banho
dormindo
no cinema
no gozo
lavando louça
no banco do ônibus cruzando o flamengo
quisera segurar-lhe a cabeça
com ela
apertar o corpo junto
ostra
abraçar
beijar-lhe toda depois
concha
carinhar
mas as mãos sobre o colo no banco de trás.
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