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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
estudando a família do L
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
luz-cidez
eu não durmofecho os olhos
eu te vejo
eu levanto
quero beijo
ligo então o chuveiro.
eu me deito
eu desperto
eu não sonhoeu levanto
quero cheiro
caminho então, madrugada.

o mar me vêna areia me deito
frisson refresca
vento me carrega
o mar me embala
mergulho então, em você dentro.
terça-feira, 16 de abril de 2013
da constatação
e de madrugada
para a nuca
enviando beijos
se constata:
à distância a covardia é válida.
para a nuca
enviando beijos
se constata:
à distância a covardia é válida.
tu as le tropique dans le sang et sur la peau
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
sua cherry bomb
viagem de carro
chuva fina na estrada
em turnê
internacional
o automóvel está cheio
de sons
de beijos
de rostos tão conhecidos
acordar numa cama de hotel
com lençol no corpo
e patins nos pés
o vidro do carro pinta manchas
no colo e na testa
selvagens e sem sutiã
cherie
o amor é uma ampulheta
e se não nos detivermos?
que tal nós nos derretermos?
vorazes
todos
delirar é sobrevivência
a melhor cidade
da américa do sul
você tão precisa
você precisa
falando da vida
beijando virilha
nos preenchendo
os grandes espíritos se encontram
todo canalha é magro
nós não temos vergonha.
chuva fina na estrada
em turnê
internacional
o automóvel está cheio
de sons
de beijos
de rostos tão conhecidos
acordar numa cama de hotel
com lençol no corpo
e patins nos pés
o vidro do carro pinta manchas
no colo e na testa
selvagens e sem sutiã
cherie
o amor é uma ampulheta
e se não nos detivermos?
que tal nós nos derretermos?
vorazes
todos
delirar é sobrevivência
a melhor cidade
da américa do sul
você tão precisa
você precisa
falando da vida
beijando virilha
nos preenchendo
os grandes espíritos se encontram
todo canalha é magro
nós não temos vergonha.
sábado, 12 de janeiro de 2013
a boazinha heim: parou a bicicleta para olhar o cais
parou a bicicleta para olhar o cais.
a vida girava em sua cabeça
por mais sereno que seu rosto parecesse
sabia que um encontro seria estarrecedor
ela sabia
nada podia fazer
(continua...)
a vida girava em sua cabeça
por mais sereno que seu rosto parecesse
sabia que um encontro seria estarrecedor
ela sabia
nada podia fazer
(continua...)
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
trechos de conto em andamento... A hífen MAR
"_ De onde você veio?
_ Eu vim do fogo, sereia.
(Ela falava pausadamente e saboreando as palavras. [Dessas pessoas que valorizam vírgulas.] Por vezes fechava os olhos para enfatizar algum instante.)
_ Eu não gosto das pessoas que vem desse país. Na verdade gosto muito, e sempre. Me fascinam. Ao ponto que não cabe mais em mim conhecer alguém desse lugar. Já está tudo muito apertado aqui dentro, sabe? E bagunçado também. É que uma vez que conheço esses estrangeiros nunca mais consigo desconhecer."
"Perguntaram-se os nomes. Os passados, as músicas. Descobriram-se muito parecidas. Nos gostos, nos gestos, nas palavras, no amar."
"(Quem ainda usa isso? Tão antigo. Tão diferente, é bonito até. O antigo.)
Ele estava de costas para a sereia ajeitando algo no barco que ela não soube dizer o que era. (De certo está a ancorar)."
"Ainda que cinza, apesar de castanhos, os olhos da sereia possuiam certo brilho da pequena alegria que lhe causava aquele horário do dia.
A sereia sempre vinha à beira para sentir o entardecer, fazer parte dele."
"E foi que avistou o barco pequeno e seu peito a sufocou de tamanha euforia que passou a habitar ali. Em si."
_ Eu vim do fogo, sereia.
(Ela falava pausadamente e saboreando as palavras. [Dessas pessoas que valorizam vírgulas.] Por vezes fechava os olhos para enfatizar algum instante.)
_ Eu não gosto das pessoas que vem desse país. Na verdade gosto muito, e sempre. Me fascinam. Ao ponto que não cabe mais em mim conhecer alguém desse lugar. Já está tudo muito apertado aqui dentro, sabe? E bagunçado também. É que uma vez que conheço esses estrangeiros nunca mais consigo desconhecer."
"Perguntaram-se os nomes. Os passados, as músicas. Descobriram-se muito parecidas. Nos gostos, nos gestos, nas palavras, no amar."
"(Quem ainda usa isso? Tão antigo. Tão diferente, é bonito até. O antigo.)
Ele estava de costas para a sereia ajeitando algo no barco que ela não soube dizer o que era. (De certo está a ancorar)."
"Ainda que cinza, apesar de castanhos, os olhos da sereia possuiam certo brilho da pequena alegria que lhe causava aquele horário do dia.
A sereia sempre vinha à beira para sentir o entardecer, fazer parte dele."
"E foi que avistou o barco pequeno e seu peito a sufocou de tamanha euforia que passou a habitar ali. Em si."
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