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quinta-feira, 18 de julho de 2013

luz-cidez

eu não durmo
fecho os olhos
eu te vejo
eu levanto
quero beijo
ligo então o chuveiro.

eu me deito
eu desperto
eu não sonho
eu levanto
quero cheiro
caminho então, madrugada.

 


o mar me vê
na areia me deito
frisson refresca
vento me carrega
o mar me embala
mergulho então, em você dentro.

terça-feira, 16 de abril de 2013

da constatação

e de madrugada
para a nuca
enviando beijos
se constata:

à distância a covardia é válida.


 
tu as le tropique dans le sang et sur la peau

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

sua cherry bomb

viagem de carro
chuva fina na estrada
em turnê
internacional

o automóvel está cheio
de sons
de beijos
de rostos tão conhecidos

acordar numa cama de hotel
com lençol no corpo
e patins nos pés

o vidro do carro pinta manchas
no colo e na testa
selvagens e sem sutiã

cherie
o amor é uma ampulheta
e se não nos detivermos?
que tal nós nos derretermos?

vorazes
todos
delirar é sobrevivência

a melhor cidade
da américa do sul
você tão precisa
você precisa

falando da vida
beijando virilha
nos preenchendo

os grandes espíritos se encontram
todo canalha é magro
nós não temos vergonha.






sábado, 12 de janeiro de 2013

a boazinha heim: parou a bicicleta para olhar o cais

parou a bicicleta para olhar o cais.
a vida girava em sua cabeça
por mais sereno que seu rosto parecesse
sabia que um encontro seria estarrecedor
ela sabia
nada podia fazer

(continua...)



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

trechos de conto em andamento... A hífen MAR

"_ De onde você veio?
 _  Eu vim do fogo, sereia.
(Ela falava pausadamente e saboreando as palavras. [Dessas pessoas que valorizam vírgulas.] Por vezes fechava os olhos para enfatizar algum instante.)
 _ Eu não gosto das pessoas que vem desse país. Na verdade gosto muito, e sempre. Me fascinam. Ao ponto que não cabe mais em mim conhecer alguém desse lugar. Já está tudo muito apertado aqui dentro, sabe? E bagunçado também. É que uma vez que conheço esses estrangeiros nunca mais consigo desconhecer."



"Perguntaram-se os nomes. Os passados, as músicas. Descobriram-se muito parecidas. Nos gostos, nos gestos, nas palavras, no amar."


"(Quem ainda usa isso? Tão antigo. Tão diferente, é bonito até. O antigo.)
 Ele estava de costas para a sereia ajeitando algo no barco que ela não soube dizer o que era. (De certo está a ancorar)."


"Ainda que cinza, apesar de castanhos, os olhos da sereia possuiam certo brilho da pequena alegria que lhe causava aquele horário do dia.
A sereia sempre vinha à beira para sentir o entardecer, fazer parte dele."

"E foi que avistou o barco pequeno e seu peito a sufocou de tamanha euforia que passou a habitar ali. Em si."

da carta - I

Sua carta não chegou
como nunca chegaram
todas as suas
meias-verdades
em mim.


19/10/12

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