À noite, ela ingressa em Touro para acalmar toda urgência.
disse maína
disse maria
disse a moita
a morte
a muda
mudança
o medo
gemido
aflito
fito
os olhos
os alhos
fritos.
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sábado, 21 de setembro de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
amarelo e azul
bela manhã de sol
a pele ardia em fogo
distante da casa fria
pele gélida pedindo calor
pele quente pedindo água
nadar
voar
dançar em blue
boiar
sentir o corpo livre na atmosfera líquida
dormir ao sol
entregar-se
onde está agora a luz?
envolta tudo escurece.
a gente olha agora pela janela e vê o breu.
"o que vejo é o beco"
a pele ardia em fogo
distante da casa fria
pele gélida pedindo calor
pele quente pedindo água
nadar
voar
dançar em blue
boiar
sentir o corpo livre na atmosfera líquida
dormir ao sol
entregar-se
onde está agora a luz?
envolta tudo escurece.
a gente olha agora pela janela e vê o breu.
"o que vejo é o beco"
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
perto dela não sentia fome
perto dela não sentia fome
não sentia o frio dos pingos.
mas era despedir-me
para sentir estômago roncar
e o peito arrepiar.
perto dela eu só tremia
suava, corava, gemia.
sem conseguir disfarçar sorriso
e desviando o olhar.
e o ônibus desliza pela noite carioca
humaitá
revelando o primeiro beijo noir.
não sentia o frio dos pingos.
mas era despedir-me
para sentir estômago roncar
e o peito arrepiar.
perto dela eu só tremia
suava, corava, gemia.
sem conseguir disfarçar sorriso
e desviando o olhar.
e o ônibus desliza pela noite carioca
humaitá
revelando o primeiro beijo noir.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
caiu na rede é peixe
ela tem uns olhos assim
com umas olheiras assim
espremidinhos assim
que me deixam assim
a cada foto nova colocada em rede virtual.
com umas olheiras assim
espremidinhos assim
que me deixam assim
a cada foto nova colocada em rede virtual.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
sua cherry bomb
viagem de carro
chuva fina na estrada
em turnê
internacional
o automóvel está cheio
de sons
de beijos
de rostos tão conhecidos
acordar numa cama de hotel
com lençol no corpo
e patins nos pés
o vidro do carro pinta manchas
no colo e na testa
selvagens e sem sutiã
cherie
o amor é uma ampulheta
e se não nos detivermos?
que tal nós nos derretermos?
vorazes
todos
delirar é sobrevivência
a melhor cidade
da américa do sul
você tão precisa
você precisa
falando da vida
beijando virilha
nos preenchendo
os grandes espíritos se encontram
todo canalha é magro
nós não temos vergonha.
chuva fina na estrada
em turnê
internacional
o automóvel está cheio
de sons
de beijos
de rostos tão conhecidos
acordar numa cama de hotel
com lençol no corpo
e patins nos pés
o vidro do carro pinta manchas
no colo e na testa
selvagens e sem sutiã
cherie
o amor é uma ampulheta
e se não nos detivermos?
que tal nós nos derretermos?
vorazes
todos
delirar é sobrevivência
a melhor cidade
da américa do sul
você tão precisa
você precisa
falando da vida
beijando virilha
nos preenchendo
os grandes espíritos se encontram
todo canalha é magro
nós não temos vergonha.
sábado, 29 de dezembro de 2012
da hipnose de atena + peixes abissais
já publiquei o poema lido antes: http://outrasbagatelas.blogspot.com.br/2012/11/da-hipnose-de-atena.html
agora tá ilustrado.
finalzin do año, desejos, quereres, ideias.
2013 chega logo mais.
pensar, pensar, criar, correr, amar, no mar.
que veña!
que venga y lindo sea para nosotr@s tod@s!
ps: escribi PENSAR duas vezes. substituir um deles por SENTIR.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
tão 12/12/12
seu sutiã
no meio de nossos corpos
quase nus.
seu sutiã emprestado
oco em mim
tão P.
o vestido dela tão teen
tão verão na região dos lagos.
no meio de nossos corpos
quase nus.
seu sutiã emprestado
oco em mim
tão P.
o vestido dela tão teen
tão verão na região dos lagos.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
da hipnose de atena
Eu prometo que não dormiria
por mais que meus olhos pesassem
não os fecharia.
eu ali, inerte, dura
resistindo aos apelos de Morfeu
deitada de frente a ti
a contemplar tua insônia
fazendo-lhe mil cafunés
você pedindo imobilidade
eu respirando o cheiro forte da química
do teu cabelo em minhas mãos
excita
seus olhos se fecham
mas tornam a abrir
num sorriso suave
que em silêncio diz
viu, não consigo dormir
pisco um dos olhos
eu assassina
você minha vítima.
mas sou eu a prisioneira do seu não-dormir.
quero a intimidade
da liberdade do teu corpo em sono.
ao prometer-lhe a novidade e o prazer
de ser a primeira a dormir
escravizei-me ao sonho teu.
por mais que meus olhos pesassem
não os fecharia.
eu ali, inerte, dura
resistindo aos apelos de Morfeu
deitada de frente a ti
a contemplar tua insônia
fazendo-lhe mil cafunés
você pedindo imobilidade
eu respirando o cheiro forte da química
do teu cabelo em minhas mãos
excita
seus olhos se fecham
mas tornam a abrir
num sorriso suave
que em silêncio diz
viu, não consigo dormir
pisco um dos olhos
eu assassina
você minha vítima.
mas sou eu a prisioneira do seu não-dormir.
quero a intimidade
da liberdade do teu corpo em sono.
ao prometer-lhe a novidade e o prazer
de ser a primeira a dormir
escravizei-me ao sonho teu.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
estrelar
Você quer ser lembrada
Quer ser reconhecida
Pra sempre
Inesquecível
Não cabe em nomes
Em cores
Imagens
Nada nunca basta
Teu tempo é outro
Talvez não saiba
Mas você já é
Você já marca
Você já fica
Como aquelas todas
Você ecoa
Você azeda
Você disfarça
Mas já deve saber
Desde criança
O cisne negro
A fera ferida
A cara tão boa
A louca varrida
Tantas Diniz, Lees, Limas e Maçãs
Nada se vai
Não há coincidências
Ou toca
Ou não toca
Tapete vermelho
Insônia e preguiça
Você não passará
Você passarinho
Você terra grande
Você também fogo, água, ar
E ninho.
Três da madrugada
Você estrondo e ruído
Como se um anjo viesse ao chão.
Tão sorriso
Tão olhos
Tão anna bella
Tão anna bella
Tão pele viva.
Um dia ainda vão fazer um filme sobre você.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
dos satélites, dos terráqueos e da lua que sorri
sede nos olhos
sono na boca
elvis, madonna
vicky e cristina
em barcelona.
arde o gengibre
fere o tabaco
mordem-se línguas
na meia-luz
do quarto.
sono na boca
elvis, madonna
vicky e cristina
em barcelona.
arde o gengibre
fere o tabaco
mordem-se línguas
na meia-luz
do quarto.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Da objetividade subjetiva
Ancoraste em meu
peito
sofrido
Mergulhaste sem máscara
no mar azul da minha
alma
Comeste dos meus peixes
Bebeste em meu fruto
E fundaste enfim
sua presença no meu leito,
mente e tempo
Colonizaste sua tribo em
minha praia
E partiste
Sem prenúncio, sem despedida
sem lábios tão macios e febris.
Partiste e deixaste meu
porto desgovernado
Mediante a promessa
(quebrada)
da sua volta ao meu cais.
para ler ouvindo La Barca.
http://www.youtube.com/watch?v=9_9eYeslevU
peito
sofrido
Mergulhaste sem máscara
no mar azul da minha
alma
Comeste dos meus peixes
Bebeste em meu fruto
E fundaste enfim
sua presença no meu leito,
mente e tempo
Colonizaste sua tribo em
minha praia
E partiste
Sem prenúncio, sem despedida
sem lábios tão macios e febris.
Partiste e deixaste meu
porto desgovernado
Mediante a promessa
(quebrada)
da sua volta ao meu cais.
para ler ouvindo La Barca.
http://www.youtube.com/watch?v=9_9eYeslevU
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
olhos febris
eu fecho os olhos
estão mornos
você não está aqui
eles molham
(o sal na pele e eu te lambia)
passo a mão pra disfarçar
mas não há como
transbordou, de leve,
dois rios finos no rosto.
molhou de verdade
não só na poesia,
menina.
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