mindinho
trrr
vizinho
...
trrr
...
dedão
um por um estalados
os dedos dos pés
pela mão
as tão grandes patas
as veias rios que correm
tantos dedos
unhas
pescam
pagãs
puxam
os dedos tão pequenos
os pés sempre chorosos
uns os diziam feios
outros diziam horrorosos
trrr
trrr's
agora no esquerdo
os dedos sorriam
adormecidos
davam gritinhos
surdos
os pés gemiam
(sentia certo nervosismo
desde criança
mais que dor, é verdade
estalo de cuidado e intimidade
- por carinho é até bom sofrer)
Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens
sábado, 8 de março de 2014
des-pé-rtar
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
confissões de adolescentes - episódo de hoje: el cuerpo
as noites podem ser bem doloridas às vezes, ainda que a dor não seja física, ainda que a dor não-física escorra também pelo corpo. os olhos podem amanhecer fugindo da luz, a voz pode faltar, pode faltar também o ar. mas a roda do mundo gira e cada passo caminhado em cima do globo o faz girar também. sem movimento, morre-se. as palavras tem poder. de punhal e de cura.
mpb4 toca na rádio: eu já estou com o pé nessa estrada, qualquer dia a gente se vê, sei que nada será como antes, amanhã, que notícias me dão dos amigos? que notícias me dão de você? alvoroço em meu coração, amanhã ou depois de amanhã resistindo na boca da noite um gosto de sol.
tpm às vezes passa sem se notar. o corpo geralmente se faz perceber. é importante que a mulher, que o ser humano, perceba e respeite os sinais de seu corpo.
djavan toca na rádio: sorrir quando a dor te torturar e a saudade atormentar os teus dias tristonhos vazios.
a menina conversava - internet e seu poder de aproximar mesmo que se esteja longe-, agachou-se no chão da cozinha enquanto passava um café de almoço. o chão quadriculado. branco e preto. o pano fino do vestido azul. chorou, riu, nem sentia mais as cólicas da manhã, no ventre, no coração pesado. as palavras dela foram entrando, feito mantra, feito manto, feito alma, e o bálsamo, aos poucos, foi tomando-lhe os lábios, o pranto fez-se riso e o pulmão respirou fundo os novos ares e o aroma quente e acolhedor do café. despediram-se virtualmente. ela pensava na pesquisa. pensava no poder das palavras. nas decepções. nos afetos que se transformam. nas ligações importantes.
a menina se levanta, leve, agora já sente fome. percebe-se com leve dor, percebe: menstruou. o sangue correndo pela conversa, pelo passado, pelo presente, pelos corpos, pelas terras todas, lavando e levando todos os fantasmas que ainda podiam sobreviver agarrados à pele, internos. a cor mais quente, as unhas cor vanguarda, quente o rio que não corre duas vezes no mesmo lugar.
terça-feira, 28 de maio de 2013
fónzinho
boca já sangrava do frio
palavras.
verdades?
calor no peito
dor de barriga
recuerdos coloridos
frio repentino
a vida segue sempre um destino
momentos.
escolhas?
alguma lágrima
algum sorriso
banho com trilha sonora
e depois dormir mansinho.
o caminhão já passou
é hora do anjos se despedirem.
palavras.
verdades?
calor no peito
dor de barriga
recuerdos coloridos
frio repentino
a vida segue sempre um destino
momentos.
escolhas?
alguma lágrima
algum sorriso
banho com trilha sonora
e depois dormir mansinho.
o caminhão já passou
é hora do anjos se despedirem.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
pra nunca mais
como uma rápida facada
na cabeça
assim ela descrevia a dor
instantes-segundos de tortura
eu sem poder
olhos d'água
mãos tentando cobrir
o choque injusto
minhas mãos atadas sobre o colo
no banco de trás
quantas vezes voltaria
o pavor ao crânio dela?
cruel roleta-russa
dardo fantasma a atacar
queria ser escudo
como proteger
e evitar?
a flecha não avisava chegada
tomando banho
dormindo
no cinema
no gozo
lavando louça
no banco do ônibus cruzando o flamengo
quisera segurar-lhe a cabeça
com ela
apertar o corpo junto
ostra
abraçar
beijar-lhe toda depois
concha
carinhar
mas as mãos sobre o colo no banco de trás.
na cabeça
assim ela descrevia a dor
instantes-segundos de tortura
eu sem poder
olhos d'água
mãos tentando cobrir
o choque injusto
minhas mãos atadas sobre o colo
no banco de trás
quantas vezes voltaria
o pavor ao crânio dela?
cruel roleta-russa
dardo fantasma a atacar
queria ser escudo
como proteger
e evitar?
a flecha não avisava chegada
tomando banho
dormindo
no cinema
no gozo
lavando louça
no banco do ônibus cruzando o flamengo
quisera segurar-lhe a cabeça
com ela
apertar o corpo junto
ostra
abraçar
beijar-lhe toda depois
concha
carinhar
mas as mãos sobre o colo no banco de trás.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
signos de terra tem pele sensível
passando a esponja pelo braço esquerdo
embaixo da água fria
senti doer
ali, perto do ombro
tirei a espuma
marca alguma
só a lembrança sensorial
da vacina
de uma mordida enjaulada.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
da boa dor
Sabe quando você acorda
com o corpo doído (doido)
como se tivesse passado
a tarde toda
na academia?
Pode ser isso.
E podem ser mil outras coisas.
com o corpo doído (doido)
como se tivesse passado
a tarde toda
na academia?
Pode ser isso.
E podem ser mil outras coisas.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Da objetividade subjetiva
Ancoraste em meu
peito
sofrido
Mergulhaste sem máscara
no mar azul da minha
alma
Comeste dos meus peixes
Bebeste em meu fruto
E fundaste enfim
sua presença no meu leito,
mente e tempo
Colonizaste sua tribo em
minha praia
E partiste
Sem prenúncio, sem despedida
sem lábios tão macios e febris.
Partiste e deixaste meu
porto desgovernado
Mediante a promessa
(quebrada)
da sua volta ao meu cais.
para ler ouvindo La Barca.
http://www.youtube.com/watch?v=9_9eYeslevU
peito
sofrido
Mergulhaste sem máscara
no mar azul da minha
alma
Comeste dos meus peixes
Bebeste em meu fruto
E fundaste enfim
sua presença no meu leito,
mente e tempo
Colonizaste sua tribo em
minha praia
E partiste
Sem prenúncio, sem despedida
sem lábios tão macios e febris.
Partiste e deixaste meu
porto desgovernado
Mediante a promessa
(quebrada)
da sua volta ao meu cais.
para ler ouvindo La Barca.
http://www.youtube.com/watch?v=9_9eYeslevU
terça-feira, 4 de setembro de 2012
do corte na boca
chorando. corta. sonhei com você. tesão. corta. é hora do show. corta. lápis nos olhos. renda. corta. penélope cruz no alto do prédio. um peixe. corta. mãos na cintura. corta. qual seu nome mesmo? corta. você está exclamando. não chora. apaga esse cigarro. corta. vire a folha. você nunca falou comigo antes. corta. o cabelo. corta. diet shake. corta. não me chame de ciumenta neurótica. era feeling meu. corta. hipócrita. corta. vou sem carro então. corta. que desgraça. força. isso não é uma cantada, juro. tipo exportação. corta. uma, duas, três. um almoço qualquer dia desses. corta. eu acreditava tanto em vocês. corta. vinho. corta. ceveja. corta. eparema. corta. ah não, artista plástica. corta. você também escreve, né? corta. esqueci como se faz. corta. tá cheiro de cigarro? corta. vem. corta. mas eu não fumo. corta. queria tanto (en)cantar. a gente gostava tanto de você. corta. lua cheia. corta. doce no copo. dose no corpo. corta. corta. corta. ação!
embora pela superfície
se mostrava sadia
sádica
foi:
embora
pela
superfície
que chorou
de joelhos
no azul tão puro
desse céu de abril.
sádica
foi:
embora
pela
superfície
que chorou
de joelhos
no azul tão puro
desse céu de abril.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Aos que.
Aos que julgam sem saber
Aos que mentem ao inventar,
Aos que incentivam o desgosto,
Aos que tripudiam, escorraçam,
Aos que defendem-se nos outros,
Aos que diminuem para surgir,
Aos que alimentam a baba por vaidade,
Fodam-se todos!
eu tenho espelho.
(E pena dos tolos.)
Aos que mentem ao inventar,
Aos que incentivam o desgosto,
Aos que tripudiam, escorraçam,
Aos que defendem-se nos outros,
Aos que diminuem para surgir,
Aos que alimentam a baba por vaidade,
Fodam-se todos!
eu tenho espelho.
(E pena dos tolos.)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Já neiro, Já era.
Tomate cru, já dizia o poeta,
Uns na fossa, outros na merda.
Quem procura acha, já dizia a artista plástica.
Coração e dor em casa,
Mulher livre leve e solta
Na lapa.
Escrevendo carta, dando chance, remoendo, passando por cima.
Cerveja na rua, loira puta, coração livre, cama vazia.
Dois corpos em dasafino,
Cabeças longe, borburinho.
Ilusão de amor de vida
Bate tanto mas não fica.
Peito aberto, noite escura.
A outra cabeça, na rua.
Dois olhos em lua, lago em lágrimas.
Outros dois olhando além.
Desamor a quem quer bem.
De que vale a noite em claro, o remoer, o perdoar,
Se a outra já nos bares, buscando os olhos, a flertar,
Buscando aquela, logo aquela, a mais promíscua ingratidão,
De que vale ceder ao amor
A quem lhe negou a mão?
Uns na fossa, outros na merda.
Quem procura acha, já dizia a artista plástica.
Coração e dor em casa,
Mulher livre leve e solta
Na lapa.
Escrevendo carta, dando chance, remoendo, passando por cima.
Cerveja na rua, loira puta, coração livre, cama vazia.
Dois corpos em dasafino,
Cabeças longe, borburinho.
Ilusão de amor de vida
Bate tanto mas não fica.
Peito aberto, noite escura.
A outra cabeça, na rua.
Dois olhos em lua, lago em lágrimas.
Outros dois olhando além.
Desamor a quem quer bem.
De que vale a noite em claro, o remoer, o perdoar,
Se a outra já nos bares, buscando os olhos, a flertar,
Buscando aquela, logo aquela, a mais promíscua ingratidão,
De que vale ceder ao amor
A quem lhe negou a mão?
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Já neiro
O branco no portarretrato,
O soluço no almoço,
As unhas do pé que não param de crescer.
A porta bateu e o vento levou: as lembranças, as camisas, o ventilador.
As flores nos vasos secaram, os peixes morreram.
A cama pra sempre desfeita.
O soluço no almoço,
As unhas do pé que não param de crescer.
A porta bateu e o vento levou: as lembranças, as camisas, o ventilador.
As flores nos vasos secaram, os peixes morreram.
A cama pra sempre desfeita.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Do tempo
Por que o homem faz a guerra?
Porque a mulher pretere o amor?
Embriaguez do instante hoje,
Imprevisão do tempo dor.
Garrafa com gosto de grama,
Suor na cama,
No espelho um drama.
Todo dia a mesma lama:
Janela e lençol pra quem se ama.
Peito com faca
De frango, de gente.
Almoço servido
Em panos quentes.
A nuvem desaba,
Chuva na aba,
Mágoa na taba.
Pergunta que no se gustaba:
Amor e dor também acaba?
Porque a mulher pretere o amor?
Embriaguez do instante hoje,
Imprevisão do tempo dor.
Garrafa com gosto de grama,
Suor na cama,
No espelho um drama.
Todo dia a mesma lama:
Janela e lençol pra quem se ama.
Peito com faca
De frango, de gente.
Almoço servido
Em panos quentes.
A nuvem desaba,
Chuva na aba,
Mágoa na taba.
Pergunta que no se gustaba:
Amor e dor também acaba?
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
do incerto
Um oco
Vazio
Uma caixa de fósforo
Um pássaro sem ninho.
Um até breve
Vazio
Um até logo
Sem destino.
Desatino.
Vazio
Uma caixa de fósforo
Um pássaro sem ninho.
Um até breve
Vazio
Um até logo
Sem destino.
Desatino.
Assinar:
Postagens (Atom)