Tanto verde
tanta gente
tanto interior
naquela tela tão grande
a sala escura e fresca.
Meu peito encheu-se em grito
sem poder gritar
meus cabelos pediram rio
sem poder mergulhar
meu corpo pediu: livre
sem poder dançar.
Fechei os olhos molhados
e vi a flor.
Soprei baixinho ao vento seu nome
cheio de cor.
Uma pétala me veio em brisa
toda embrionadinha em dor.
Senti-la murcha assim
fraquinha
deu um nó em meu pescoço
que disfarcei com palavras tolas
aos olhos grandes de fora.
De longe reguei seu vaso
alimentei-a com humo
e o colar da impotência
pesando-me a garganta.
Oh, flor, no outono confusa
com as folhas que caem.
Logo chega a primavera
e sabes que lama é também alma.
No jardim ou na floresta
há de desabrochar de novo
em lindas cores
leves tons
suave
sem ferrugem azul.
Descansa em sono profundo
sentido-se toda plainar.
Consolo de rede
em colos
mãos em suave trançar.
Borboleta é pétala qu voa,
escreveu Clarice, pois.
Mariposita amiga,
guarda-te em teu casulo
para o breve metamorfasear.
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sábado, 30 de março de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
a boazinha heim: parou a bicicleta para olhar o cais
parou a bicicleta para olhar o cais.
a vida girava em sua cabeça
por mais sereno que seu rosto parecesse
sabia que um encontro seria estarrecedor
ela sabia
nada podia fazer
(continua...)
a vida girava em sua cabeça
por mais sereno que seu rosto parecesse
sabia que um encontro seria estarrecedor
ela sabia
nada podia fazer
(continua...)
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Da força
Achado entre xerox(s) da graduação,há quatro anos (29/08/08), creio que de minha autoria:
A força.
Ela sempre morou em nós. É preciso despertá-la. A fera está adormecida pelas
lágrimas de ninar. Mas num repente inesperado ela se faz valente, rompe as
costelas, e a energia que emana a tudo toca. Sabendo guiar essa energia
estaremos prontos para tudo.
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