Mostrando postagens com marcador sono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sono. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de abril de 2014

à menina

houve uma noite
o pequeno corpo dela
sobre o meu

afaguei-lhe cabelos
- vou acabar dormindo
- será um prazer

adormecemos
pulmões colados
ou seria sua boca sobre os meus

aquele rio de janeiro
como um filme
que meus olhos teimam em narrar

sábado, 8 de março de 2014

des-pé-rtar

mindinho
trrr
vizinho
...
trrr
...
dedão

um por um estalados
os dedos dos pés
pela mão

as tão grandes patas
as veias rios que correm
tantos dedos
unhas
pescam
pagãs
puxam

os dedos tão pequenos
os pés sempre chorosos
uns os diziam feios
outros diziam horrorosos

trrr
trrr's
agora no esquerdo
os dedos sorriam
adormecidos
davam gritinhos
surdos
os pés gemiam

(sentia certo nervosismo
desde criança
mais que dor, é verdade
estalo de cuidado e intimidade
- por carinho é até bom sofrer)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

luz-cidez

eu não durmo
fecho os olhos
eu te vejo
eu levanto
quero beijo
ligo então o chuveiro.

eu me deito
eu desperto
eu não sonho
eu levanto
quero cheiro
caminho então, madrugada.

 


o mar me vê
na areia me deito
frisson refresca
vento me carrega
o mar me embala
mergulho então, em você dentro.

terça-feira, 16 de abril de 2013

da constatação

e de madrugada
para a nuca
enviando beijos
se constata:

à distância a covardia é válida.


 
tu as le tropique dans le sang et sur la peau

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

do flash 2

Ela1 ouviu um barulho e acordou sem abrir os olhos.
Escutou a porta do quarto gemer e a voz de Ela2 a despertar-lhe:
- Eiiii... tá acordada?
E diante da sua afirmativa com o polegar -continuava deitava de bruços na cama, sem mover-se - ouviu a outra rir:
- Sério, tá todo mundo acordado, só falta você.
Silênco absoluto na casa, entrecortado por grilos e sapos, talvez.
Ela1 levantou o rosto do travesseiro e olhou a janela: breu:
- Looooooooooouca, tá escuro, não tem ninguém de pé. É insônia, é?
- Também. Me faz companhia?
- Se você conseguir me acordar...
E sente o edredom passando por seu corpo, deixando-o com frio. Ela2 o puxara.
Encolheu-se abraçando o travesseiro a esconder o rosto que sorria, fazendo certo charme na voz:
- Assim não, né?
Sente um peso no canto da cama e de repente uma lambida suave na parte de trás do joelho:
_ Assim?
Ela1 vira-se, toda em sorrisos.


primeiro flash em: http://diariodeumaescritorapreguicosa.blogspot.com.br/2012/10/do-flash.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

do tremor da gruta fria

de súbito despertei
(de frio
de cerveja
de espumante
de imagens
de você)
os olhos PLÁ!
abriram
e aos segundos me situei
percebi-me quase nua
sem coberta
plainando ao lado do seu corpo em sono
(repito-me em versos)
tive receio que despertasses
(não sei o porquê).
horas antes eu não sentia-me em transe alcoólico
cabeça que não libera o corpo
de pronto.
despacito
levantei-me em blusa
meu peito frio
deixei aurora a dormir
não havia mais ninguém.
uma gata dormia na rede
outra acompanhou-me
até a geladeira
dois copos d'água
quatro mulheres em casa
cios e miados
silêncio e pão na janela
tentei distrair-me do álcool
agora tão tardiamente vivo
em mim.
voltei.
o quarto tão frio
você não parecia sentir
tentei a coberta
(notei que fechara as cortinas)
você dormia por cima dela
tão entregue
tão serena
que eu não podia acordá-la
(também por aquilo do receio).
sua presença
ainda que dormindo
me trazia insônia
mas eu precisava dormir
para não vê-la acordar.
consegui cobrir uma perna
a parte canhota do corpo tremia
pensei mudar de lado
mas o corpo cansado
aconchegou-se
delicadamente
ao seu
e dormiu.
dormiu que só o notei
quando do outro acordar
(ainda não último).
mexemo-nos
aurora abraçou-me
com braços e cabelos
proibindo movimentos ao meu corpo
notei que estávamos agora
cobertas
não sei de certo quando
você nos aqueceu
pena,
não vi.
senti seu perfume
inebriou-me e desacordou-me.
acordaria uma hora mais tarde
sentindo-lhe desperta.
com receio de abrir os olhos
e saber,
abri.
(ou então,
pois não me lembro,
eu levantara outra vez
e dera de comer às fêmeas,
à caça em terreno desconhecido,
e retornando à gruta
presenciei-lhe abrir os olhos)
bom dia!
sorri sem disfarces
sem máscaras alcoólicas
deitei ao seu lado
para que não levantasses
pois que era o grande momento
(in)esperado: e depois?
e respondi-lhe junto às cigarras:
oito e meia.


trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=6meCeevzWZo 

sábado, 29 de dezembro de 2012

da hipnose de atena + peixes abissais

tudo junto e misturadin.
já publiquei o poema lido antes: http://outrasbagatelas.blogspot.com.br/2012/11/da-hipnose-de-atena.html
agora tá ilustrado.

finalzin do año, desejos, quereres, ideias.
2013 chega logo mais.
pensar, pensar, criar, correr, amar, no mar.

que veña!
que venga y lindo sea para nosotr@s tod@s!

ps: escribi PENSAR duas vezes. substituir um deles por SENTIR.

Arquivo do blog