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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

quinta-feira, 24 de abril de 2014

seria eu?

menina: desculpe, eu pensei que pudesse dizer tudo.

professora de teatro: não sei o porquê mas vou lhe dizer isso pois um dia fará sentido para você. daqui há algum tempo você se olhará e dirá: "mas eu sou essa pessoa". e nesta afirmação tão certeira haverá uma espécie de amor.
menina: eu estou com medo.
professora: todos nós estamos.

do filme "a menina no país das maravilhas"





domingo, 3 de novembro de 2013

ponto supra externo II

um sorriso tão doce
sabia
ao telefone a confirmação em ndhaoemdhcs* voz
fazia tanto calor
ela chegou feito uma aparição
oásis
não se fazia discreta
a casa tem o pé direito alto
ela cabia
cabia tão bem naquela casa onde nunca mais voltara
mas até entonces nada disso se sabia
nada de nada
de nadica.

fazia tanto calor naquele verão carioca
era verão?
acho que não.
primavera.
um ano
por favor silêncio que já vamos começar
eu sei abrir garrafa de vinho sem sacarrolha
mas fazia tanto calor
toda atenção era pouca já que o filme não podia voltar
você anotou a mesma frase que eu
essa que ele disse de arrancar o coração?
virou canção?

entardecia e ela sentou-se à varanda
à vontade
ao violão desafinado
mirávamos todos assim babando
assim sorrindo
eu achava a cena linda
a mudança de cores
merecia fotografar
assim, para registrar
assim, para quando eu esquecesse
mas eu estava paralizada
eu achava a cena linda
e só pensava que eu queria que não tivesse fim
que se repetisse mais vezes
sempre

como pode três por cento de pele causar tanto frisson?
a perna doía da madeira
da posição
mas era proibida de desfazer-se do apoio ao pescoço dela
as mãos proibidas de afagar
fecha os olhos e imagina
um carinho
o tal trançar
como pode, três por cento?
mas é que se tratava de uma pele de espécie muito especial.
animal de raça nobre
de porte
selvagem
mais rara beleza.

que difícil é sair de um filme depois que ele acaba.


* pois que ainda não descobri a palavra que defina a voz que dela sai, já lhe disse veludo, já tentei tantas vezes imitar, é muito única, muito sua, muito dentro, muito envolvente, muito mergulho dentro do mar de arraial do cabo, mas quente. é isso. voz-de-mergulho-em-arraial-do-cabo-quente
(ficou antônimo de cabo frio)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

ponto supra externo

terra folha ponto e pinta
filmão
filma o pé com os olhos
chora
apoia a cabeça nos joelhos dela
cinema mudo
no ar
comanda as mãos para carinho
desobedecem
paralisadas
o sol se pondo
calor
oi
você vem sempre...
venha sempre
nunca mais foi.


(postado no site TremaLiteratura com o seguinte itálico do editor: "Aline Miranda é como aquela menininha de Peixe Grande que rouba os sapatos do viajante para que ele não vá embora.")

pois.

sábado, 29 de dezembro de 2012

da hipnose de atena + peixes abissais

tudo junto e misturadin.
já publiquei o poema lido antes: http://outrasbagatelas.blogspot.com.br/2012/11/da-hipnose-de-atena.html
agora tá ilustrado.

finalzin do año, desejos, quereres, ideias.
2013 chega logo mais.
pensar, pensar, criar, correr, amar, no mar.

que veña!
que venga y lindo sea para nosotr@s tod@s!

ps: escribi PENSAR duas vezes. substituir um deles por SENTIR.

sábado, 1 de dezembro de 2012

da boa dor

Sabe quando você acorda
com o corpo doído (doido)
como se tivesse passado
a tarde toda
na academia?

Pode ser isso.

E podem ser mil outras coisas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

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