quinta-feira, 9 de julho de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
16/03/15
engraçado
a virginianidade
e sua mania de
julgar
organizar
catalogar
contradizendo
a aquarianidade lunar
e sua vontade de
misturar
embolar
libertar
fotos dentro de caixas
corpos em camas
roupas na máquina de lavar
a virginianidade
e sua mania de
julgar
organizar
catalogar
contradizendo
a aquarianidade lunar
e sua vontade de
misturar
embolar
libertar
fotos dentro de caixas
corpos em camas
roupas na máquina de lavar
17/03/15
uma festa em meu coração
um mergulho na escuridão
feito faca
fagulha
rojão
meu riso é pranto
meu choro é gozo
meu canto é noite de são joão
um mergulho na escuridão
feito faca
fagulha
rojão
meu riso é pranto
meu choro é gozo
meu canto é noite de são joão
sexta-feira, 13 de março de 2015
cheguei a tempo de te ver acordar
gostava de dobrar a perna
ficar um pouco de lado e dobrar a perna
levantada
perna direita
coxa
em noventa graus
dormia assim com o travesseiro
qualquer outro pano enrolado
edredom
ou o corpo dela
pode deixar a perna, ela me disse
tentei ser suave
mas o corpo pesa
calor
aqueles corpos tranquilos
eu suava
mas mantinha
pelo contato
pelo toque
pela suavidade daquele momento
tão macio
meu corpo suava
eu sentia calor
mas queria permanecer encostada
a cavalo
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
é preciso tartarugar?
é que eu sinto uma urgência
como se eu fosse morrer muito jovem
trinta anos se passaram
eu ainda estou aqui
como se eu fosse morrer muito jovem
trinta anos se passaram
eu ainda estou aqui
carinharnaval
carinho
ding-dong
de quem é essa mão
fios soltos
desprender-se
desatar para enlaçar
tá todo mundo bem
interrogações que afirmam
que horas devem ser
fome de coxinha
pintar a unha assim
pequenininha
pintar as unhas assim
l a r g a s
os olhos são a janela da alma
dizem
confirmamos sorrindo
fios soltos
pelo chão
colchão
mão
uma purpurina presa ao peito
afinal é carnaval
despir-se em máscaras
em roupas
desnudar-se para encontrar
expandir-se dentro do peito
qual era mesmo essa música que tocava
há tanta vida lá fora
aqui dentro sempre como uma onda no mar
ding-dong
de quem é essa mão
fios soltos
desprender-se
desatar para enlaçar
tá todo mundo bem
interrogações que afirmam
que horas devem ser
fome de coxinha
pintar a unha assim
pequenininha
pintar as unhas assim
l a r g a s
os olhos são a janela da alma
dizem
confirmamos sorrindo
fios soltos
pelo chão
colchão
mão
uma purpurina presa ao peito
afinal é carnaval
despir-se em máscaras
em roupas
desnudar-se para encontrar
expandir-se dentro do peito
qual era mesmo essa música que tocava
há tanta vida lá fora
aqui dentro sempre como uma onda no mar
Ah, se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora, me conta agora como hei de partir.
Se nós, nas travessuras das noites eternas já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir.
Como, se te amamos feito dois pagãos, teus seios inda estão nas minhas mãos, me explica com que cara eu vou sair.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
quando a noite faz seu ninho
quando a noite faz seu ninho
serena ela surge
penetra lençóis
sem alarde
invade
saúda
entre lábios
arde
saudade.
serena ela surge
penetra lençóis
sem alarde
invade
saúda
entre lábios
arde
saudade.
ouvindo sou seu sabiá
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Oração a Mercúrio Retrógrado
(realizada para/em 27 de novembro de 2012 no teatro ipanema,rj)
Oh, Mercúrio, guardião da fala, do comunico, do digo-não nego, do promessa é dívida, do eu juro por mim mesmo por deus por meus pais, guardião do me larga, não enche, guardião do eu te amo.
Oh, Mercúrio, guardião de nós virginianos, tão palavreados na mente, tão afoitos em fala, tão cheios de sede por dizer, gagueira e soluço.
Mercúrio curador dos rasgos das calças impossíveis, cicatrizador de machucados, feridas abertas no peito, dentro e fora, no pé.
Mercúrio cromo pode abandonar um filho teu?
Cromo pode deixar-nos todos nessa imensa Babel?
Cromo pode assistir a tanta briga, bate-boca, quebradeira, mágoa e incompreensão, assim, sem nada fazer?
Oh, Mercúrio, nós que te adoramos tanto, assim pequenininho, assim ardente, tão vermelho-sangue.
Sim, sabemos, todos tem direito a momentos retrógrados.
Mas, oh, Mercúrio, já está bom, não mais se irrite.
Por isso viemos todos e te rogamos: Anda, Mercúrio! Siga! Corra! Se adiante!
Que o tempo é curto e as relações humanas precisam de ti.
Adelante, Mercúrio!
Obrigada, Ojalá, Saravá, Aleluia, Amém.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
amor express
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