domingo, 17 de agosto de 2008
Serenou
Gosto da chuva do outro lado da janela
A força dos pingos no vidro
A lágrima que escorre em espaços vazios
O quarto frio, frio piso, peito frio, frio...
Gosto da noite e seus silêncios
Suspiros, medo, aconchego ou solidão
Passos aflitos na calçada, nas esquinas, na arrebentação
e o mar...
Gosto da lua que é a mesma para nós,
nua.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
música nascendo...
trecho antigo, perdido por aí...
"pensei que fosse verdade
teu nome na beira do mar.
(sombra correndo montanhas)
teu rosto em todo lugar."
"pensei que fosse verdade
teu nome na beira do mar.
(sombra correndo montanhas)
teu rosto em todo lugar."
sábado, 29 de março de 2008
Laura tinha um mundo colorido e só seu, particular.
Vivia a buscar no jardim, borboleta com asa em disfarce de flor.
Guardava pétalas, outrora comia, organizava por cores.
Como tenho amarelas, pensava.
E queria sempre mais.
Nas pequenas mãos as flores não bastavam. O bolso do vestido era solução, cesto contra vento e chão.
Correr não queria. Esconder também não. Gostava de olhar.
Podia passar horas olhando formigas, pássaros, gente.
E nuvens.
Como deve ser morar no céu?
E ansiava tocá-lo, senti-lo, respira-lo.
Os braços estendidos, a boca aberta sugando o ar, como nuvens doces de algodão.
Desejo ser um bem-te-vi! Levantar vôo do chão!
Os olhos se abriam e no verde ainda estava, e sorria.
É que o pequeno canteiro fazia dela grande girassol.
Aline Miranda.
29/11/07
04h30
Vivia a buscar no jardim, borboleta com asa em disfarce de flor.
Guardava pétalas, outrora comia, organizava por cores.
Como tenho amarelas, pensava.
E queria sempre mais.
Nas pequenas mãos as flores não bastavam. O bolso do vestido era solução, cesto contra vento e chão.
Correr não queria. Esconder também não. Gostava de olhar.
Podia passar horas olhando formigas, pássaros, gente.
E nuvens.
Como deve ser morar no céu?
E ansiava tocá-lo, senti-lo, respira-lo.
Os braços estendidos, a boca aberta sugando o ar, como nuvens doces de algodão.
Desejo ser um bem-te-vi! Levantar vôo do chão!
Os olhos se abriam e no verde ainda estava, e sorria.
É que o pequeno canteiro fazia dela grande girassol.
Aline Miranda.
29/11/07
04h30
Foto: Clara na Fonte do Itajuru, Cabo Frio.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
É uma atividade interessante brincar de escrever poemas. Você escreve uma palavra e passa para o próximo e assim sucessivamente. O resultado final pode ficar bem criativo!
:)
Posso pintar, mas as estações não são iguais.
Cada instante é navio que parte,
mesmo junto não reflete o improvável da vida.
Quero, procuro, estou.
Depois, nada. O assim, assim é.
Não sou quietude,
sou plenitude,
sou fim.
14/07/06
Aline Miranda / Juliana Veiga
:)
Posso pintar, mas as estações não são iguais.
Cada instante é navio que parte,
mesmo junto não reflete o improvável da vida.
Quero, procuro, estou.
Depois, nada. O assim, assim é.
Não sou quietude,
sou plenitude,
sou fim.
14/07/06
Aline Miranda / Juliana Veiga
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
O post de hoje dedico a Joelson, o anjo desconhecido que deixou o meu dia hoje mais florido!
O enterro da estrela
Assim que o sol raiou,
Assim que a manhã surgiu,
uma janela se abriu para ver a estrela que morreu.
Em meio ao grande jardim,
Girassóis, formigas, gafonhotos.
Nenhum corpo celeste estava.
Entre os passos acelerados,
Entre a fumaça dos carros,
Olhos saltavam e buscavam qualquer perdida luz.
Na areia fina e branca
A onda sem quase brancura
Presenteava com pequenos mares
As mãos ali molhadas.
E numa hora assim,
como qualquer outra,
Num instante sem sinos,
Surgiu a estrela na beira.
Seguiu dura e fria
para as mãos macias, com zelo
e depois para um cavado gelado.
Um beijo e o fim.
A janela então se fechou na segurança de papel cumprido.
Aline Miranda, 07/02/08.
sábado, 19 de janeiro de 2008
domingo, 23 de dezembro de 2007
CONTEI. ATÉ 100.ATÉ 155.
PAREI E ME DEI CONTA QUE CONTAVA.
CONTAVA ENQUANTO OS OLHOS SE PERDIAM NA TV.TELA VAZIA E SEM GRAÇA.
E MEUS NÚMEROS BALANÇANDO,GIRANDO NA CABEÇA ENQUANTO OS PÉS ACOMPANHAVAM O RITMO.
95, 96, 97... CADA VEZ MAIS RÁPIDO.
101,102...
POR QUÊ CONTAVA?
Achei esse escrito no site antigo.
É de 16 de janeiro de 2007.
PAREI E ME DEI CONTA QUE CONTAVA.
CONTAVA ENQUANTO OS OLHOS SE PERDIAM NA TV.TELA VAZIA E SEM GRAÇA.
E MEUS NÚMEROS BALANÇANDO,GIRANDO NA CABEÇA ENQUANTO OS PÉS ACOMPANHAVAM O RITMO.
95, 96, 97... CADA VEZ MAIS RÁPIDO.
101,102...
POR QUÊ CONTAVA?
Achei esse escrito no site antigo.
É de 16 de janeiro de 2007.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
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