terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pílulas Poéticas



lembrava, recordava detalhes, fechava os olhos com força. nada adianta, o passado não volta. soa saudade.
cada vez que na rua se viam o coração batia sim. mas os lábios, mudos, desviavam os olhos para o não.
a ponte ligava as duas cidades. ligava também seu coração. os pássaros na baía, sua saudade.
da janela do ônibus observava as existências. que risos teriam? quanta lágrima há escondida em tantos óculos, cabelo, boné, mp3 e agasalhos dos transeuntes?
o laço vermelho no cabelo se agitava, rumo ao céu, feito pipa. a menina também queria ser livre mas trancava-se no escuro do quarto de si.
observava cada pessoa com o olhar atento de quem adivinhava o mundo. vega era uma gata muito vivaz.

domingo, 16 de agosto de 2009

ParAna

a ana cañas

ana, ana,
será que se acañas?
bela, bela,
pendura na janela
sua rosa e girasol?
batom, lenços,
sapatos,
vermelho.
e cada nota,
cada tom,
cada sopro,
dispostos na caixinha de música
sobre a penteadeira,
camarim.

tudo sobre você

apaixonada por sua letra,
sua saia,
seu álbum de família,
suas histórias,
e rima.
sua vida,
seus fatos,
altos e baixos.
sapatos.
cores de cabelo, de esmalte,
de jazz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Eu me uso
Tu te usas
Nós nos usamos.
Vós vos usais
Tão pra sempre
Tão jamais.

luna llena

Ela me estendeu a mão. No escuro da fila do banheiro, dançamos um jazz. O som da bateria ritmava o abraço e minha mão tocava de leve suas costas por dentro da blusa quente.

Arquivo do blog