quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Já neiro, Já era.

Tomate cru, já dizia o poeta,
Uns na fossa, outros na merda.
Quem procura acha, já dizia a artista plástica.
Coração e dor em casa,
Mulher livre leve e solta
Na lapa.

Escrevendo carta, dando chance, remoendo, passando por cima.
Cerveja na rua, loira puta, coração livre, cama vazia.
Dois corpos em dasafino,
Cabeças longe, borburinho.
Ilusão de amor de vida
Bate tanto mas não fica.

Peito aberto, noite escura.
A outra cabeça, na rua.
Dois olhos em lua, lago em lágrimas.
Outros dois olhando além.
Desamor a quem quer bem.

De que vale a noite em claro, o remoer, o perdoar,
Se a outra já nos bares, buscando os olhos, a flertar,
Buscando aquela, logo aquela, a mais promíscua ingratidão,
De que vale ceder ao amor
A quem lhe negou a mão?

Um comentário:

Fabriciano Alves disse...

Nossa, achei muito interessante.Parabéns.
abraços e palavras

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