terça-feira, 2 de dezembro de 2014

visita

deixe a porta aberta
para o caso dela querer te agarrar
- ele aconselhou

eu jamais faria isso

eu, que não sei chegar nas pessoas
eu, que tão pouco sei sair das pessoas.

convide-me um dia para ficar
para adormecer
com a luz
de hiroshima mon amour
sobre nossas caras sob cobertas

eu, que não consigo dormir junto das pessoas
eu, que tão pouco desperto-me delas

transvivo em estado onírico

e se acaso sonhares
em meu ombro
adormeço
em morte
aos céus.




3 comentários:

Andressa Fontenele disse...

versos muy bonitos. retrato também. visitando, eu, que não sei sair do corpo dos poemas aqui lidos. mergulhei em lirismo. beijos!

CM disse...

linda! saudade grande! <3

ps: o máximo a andressa comentando :) amei.

Lua disse...

caralho. que poema foda.

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