sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O post de hoje dedico a Joelson, o anjo desconhecido que deixou o meu dia hoje mais florido!
O enterro da estrela

Assim que o sol raiou,
Assim que a manhã surgiu,
uma janela se abriu para ver a estrela que morreu.

Em meio ao grande jardim,
Girassóis, formigas, gafonhotos.
Nenhum corpo celeste estava.

Entre os passos acelerados,
Entre a fumaça dos carros,
Olhos saltavam e buscavam qualquer perdida luz.

Na areia fina e branca
A onda sem quase brancura
Presenteava com pequenos mares
As mãos ali molhadas.

E numa hora assim,
como qualquer outra,
Num instante sem sinos,
Surgiu a estrela na beira.

Seguiu dura e fria
para as mãos macias, com zelo
e depois para um cavado gelado.

Um beijo e o fim.

A janela então se fechou na segurança de papel cumprido.


Aline Miranda, 07/02/08.

5 comentários:

Aline Miranda disse...

Lembrei de uma frase da Clarice que seria perfeita:

"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."

=)

Lud disse...

Lindo, lindo!

Tudo que a gente acredita de verdade existe: anjos, papai Noel...

:*

marcela disse...

"E numa hora assim,
como qualquer outra,
Num instante sem sinos,
Surgiu a estrela na beira"
Engraçado como poesia pode ser interpretada d evarias maneiras diferentes ate pela mesma pessoa dependendo de varias fatores.As vezes nao deve ser interpetada e nem analisada, rsrs.Amei essa poesia,na vida as coisas mais belas, importantes surgem as vezes de lugares,pessoas, momentos em que vc menos espera.MIl beijocas Lilica repilica hehehe
Marcela :P

Jonas Arrabal disse...

não lhe disse da outra vez, quando havia lido...mas o texto é Lindo. E não podia haver titulo melhor: enterro da estrela...
Enterra de vez ou da mais uma carga de energia, para brilhar mais...

Bjos
coisa linda..

Giselle disse...

gente...coisa mais linda, querida!
=)
Adorei muito muito muito mesmo!
beijinhos estalados na pontinha do seu nariz! =)

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